|
São Paulo é a primeira cidade latinoamericana
a fazer mapeamento do subsolo
Entre 75% e 80% do município está mapeado por meio de
tecnologia GIS.
São Paulo - A cidade de São Paulo é o primeiro município latinoamericano a mapear o subsolo. O objetivo da ação, segundo o diretor do departamento de Controle de Uso de Vias Públicas da Prefeitura de São Paulo, Luiz Antonio Pacheco, é consolidar, em uma única base de dados, todas as informações de localização das facilidades de diversas empresas concessionárias que foram autorizadas a utilizar o subsolo das vias públicas e, com isso, agilizar as obras e beneficiar o cidadão. "Entre 75% e 80% do subsolo paulistano está mapeado", ressaltou Pacheco, durante a 10ª GEO SUMMIT LATIN AMERICA 2009 (Congresso e Feira Internacional de Geoinformação). Para alcançar a totalidade de dados, a Prefeitura está trabalhando para obter, primeiramente, as informações da Telefônica e, em um segundo momento, de concessionárias de luz e empresas de TV a cabo e telecomunicações, uma vez que a Sabesp e a Comgás já forneceram 100% dos dados. "Isso não será tarefa fácil de ser alcançada porque a base de dados da empresa de telefonia precisa ser adaptada ao nosso sistema GIS (Sistema de Informação Geográfico)", afirmou. Outro problema levantado por Pacheco para realizar o mapeamento total da cidade é a idade das redes situadas no subsolo paulistano, que datam de anos anteriores a lei municipal que estabelece as diretrizes para a utilização das vias públicas municipais, inclusive dos respectivos subsolo e espaço aéreo, e das obras de arte de domínio municipal, para a implantação e instalação de equipamentos de infra-estrutura urbana destinados à prestação de serviços públicos e privados. Sabesp também utiliza tecnologia GIS para mapear seus ativos Assim como a Prefeitura de São Paulo, a Sabesp também utiliza tecnologia GIS para mapear toda a sua rede subterrânea. "A questão geográfica é primordial para nosso trabalho", disse a gerente de adução da concessionária de água e esgoto paulista, Silvana C. Franco. O sistema escolhido pela Sabesp permite, por exemplo, identificar, em caso de intervenção preventiva, corretiva ou emergencial na rede, as válvulas da região a fim de isolar o trecho de abastecimento de água, quantificar o número de edificações afetadas e avisar os usuários do serviço. No mapa de gerenciamento de ativos ainda é possível ver as redes de água e esgoto e, também, outros pontos importantes como rios, córregos, canteiros centrais, hidrantes, quadras e as edificações. "A tecnologia GIS é uma ferramenta que traz benefícios para a Prefeitura, para as concessionárias e, principalmente, para a população", enfatizou. As duas tecnologias estão sendo apresentadas pela Logica aos visitantes do GEO SUMMIT, que vai até amanhã (23/07), no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Paralelamente ao evento ocorre o 2ª EXPOGPS (Feira e Congresso Latino-Americano de Localização e Rastreamento), que conta com o apoio oficial da GRISTEC (Associação Nacional das Empresas de Gerenciamento de Risco e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento) e da NTC & Logística. Organizado e promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, o GEO SUMMIT LATIN AMERICA 2009 é tem o apoio institucional GITA BRASIL (Associação de Tecnologia e Informação Geoespacial), GITA (Geoespatial Information & Technology Associations), ABCE (Associação Brasileira de Concessionárias de Energia Elétrica), CREA-SP (Conselho Regional e Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo), ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), IRIB (Instituto de Registro Imobiliário do Brasil), SOBRATEMA (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção), AEASP (Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo) e INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Caixa Econômica Federal, Petrobrás e do Governo Federal.
Mais informações:
|
|