| Fiat Group anuncia resultados de 2009
O Fiat Group fechou o ano de 2009 com um lucro da gestão ordinária (trading profit) de 1,1 bilhão de euros e endividamento industrial líquido em 4,4 bilhões de euros, ambos resultados melhores que os previstos. A liquidez foi reforçada para 12,4 bilhões de euros. As perspectivas para 2010 mantêm-se positivas. O Conselho de Administração proporá o pagamento de 237 milhões de euros em dividendos. Eis os principais números do Grupo: O Conselho de Administração da Fiat S.p.A. reuniu-se hoje, 25 de janeiro de 2010, em Turim, sob a presidência de Luca Cordero di Montezemolo, para aprovar os resultados consolidados do Grupo no ano de 2009 e no quarto trimestre do exercício. Eis um resumo dos resultados: • O faturamento do Fiat Group somou 50,1 bilhões de euros no exercício de 2009, recuando 15,9% em relação a 2008. A contração significativa da demanda em todos os segmentos de negócios do Grupo no primeiro semestre, de 23,8% com comparação com o primeiro semestre de 2008, atenuou-se de modo considerável no segundo semestre, registrando uma queda de 6,6% em relação a igual período de 2008. - Fiat Group Automobiles (FGA) alcançou um faturamento de 26,3 bilhões de euros, 2,4% a menos do que em 2008, com 2,15 milhões de automóveis e comerciais leves comercializados, mesmo volume do ano anterior. FGA encerrou o ano com o melhor quarto trimestre de sua história em termos de faturamento – entre outubro e dezembro, o faturamento alcançou 7,2 bilhões de euros, com um crescimento de 27,1% em relação a igual período de 2008. Ao longo de 2009, a participação de mercado melhorou na Europa Ocidental (+0,6 ponto percentual, para 8,8% de market share), com aumento na Itália (+0,9 ponto percentual, para 32,8%) e em outros mercados estratégicos. No Brasil, o mercado cresceu 12,6% em relação a 2008 e a Fiat manteve a liderança, com participação de 24,5%. - O faturamento do setor de máquinas agrícolas e de construção (CNH) recuou 20,9%, para 10,1 bilhões de euros, em consequência da forte queda da demanda de equipamentos para construção em todo o mundo e de condições menos favoráveis no setor agrícola, cujas encomendas de tratores e máquinas haviam sido recordes em 2008. A CNH melhorou a participação de mercado no segmento de tratores de mais alta potência na América do Norte e de colheitadeiras na América Latina. A participação no mercado de máquinas de construção aumentou na América Latina, tanto nos segmentos leve quanto pesado. - A área de caminhões e veículos industriais (Iveco) registrou um faturamento de 7,2 bilhões de euros, 34,1% abaixo dos níveis do ano anterior, com queda de 45,9% nas vendas, para 103.866 unidades. O resultado reflete a forte contração do mercado, especialmente na Europa e no segmento de veículos pesados. - A FPT – Powertrain Technologies, divisão de produção de motores e transmissões, contabilizou um faturamento de 4,95 bilhões de euros, com uma queda de 29,3% em relação ao ano anterior. - Magneti Marelli, produtora de peças e componentes, alcançou um faturamento de 4,53 bilhões, recuando 16,9% frente a 2008, devido a um primeiro semestre de forte retração. - Teksid, a divisão de fundidos do Grupo, registrou um faturamento de 578 milhões de euros, recuando 30,9% frente a 2008. - Comau, a divisão de automação industrial e de serviços, contabilizou um faturamento de 728 milhões de euros, com um recuo de 35,2% em comparação com 2008. • O lucro da gestão ordinária (trading profit) alcançou 1,1 bilhão de euros, frente a 3,4 bilhões de euros em 2008. Frente a uma demanda significativamente mais desaquecida, principalmente no primeiro semestre, foram realizados, trimestre a trimestre, constantes ganhos de margem sobre faturamento, sobretudo em função do ajuste dos níveis produtivos e de ações incisivas de contenção de custos. - FGA obteve um lucro da gestão ordinária de 470 milhões de euros, frente a 691 milhões de euros em 2008. As ações de contenção de custos e a retomada os volumes de vendas do segundo semestre compensaram parcialmente a queda de demanda no primeiro semestre e as condições de mercado que determinaram um mix menos favorável de produtos. - CNH registrou no ano um lucro da gestão ordinária de 337 milhões de euros, em comparação com 1,12 bilhão de euros em 2008. A rigorosa contenção de custos compensou parcialmente a drástica queda dos volumes de máquinas de construção. - Iveco contabilizou um lucro da gestão ordinária de 105 milhões de euros, frente a 838 milhões de euros em 2008. A despeito da forte queda de volumes em relação ao ano anterior, ações de redução de custos permitiram obter um resultado positivo e um aumento de margem sobre faturamento trimestre a trimestre. As atividades de assistência de pós-venda, os negócios na América Latina e a área de veículos especiais, sazonalmente mais demandada no final do ano, contribuíram positivamente para o resultado. - A FPT – Powertrain Technologies apresentou resultado da gestão operacional negativo em 25 milhões de euros, frente ao resultado positivo de 166 milhões de euros em 2008. O resultado decorre da retração de vendas e de um mix de produto menos favorável. - Magneti Marelli encerrou o exercício com um lucro da gestão ordinária de 25 milhões de euros, frente a 174 milhões no ano anterior. - Teksid registrou resultado da gestão ordinária negativo em 12 milhões de euros, em comparação com um resultado positivo de 41 milhões de euros em 2008. - Comau contabilizou um resultado operacional negativo de 28 milhões de euros, comparado com um resultado positivo de 21 milhões de euros em 2008. • O endividamento líquido industrial do Grupo foi reduzido em 1,5 bilhão de euros, para 4,4 bilhões de euros, principalmente em decorrência de uma rigorosa gestão do capital de giro e de estoques em todas as áreas. • A liquidez ao final do exercício alcançava 12,4 bilhões de euros e assegura ao Grupo a cobertura de suas necessidades neste e no próximo ano. • No segundo semestre o Grupo retornou ao mercado de capitais na Europa e nos Estados Unidos, capitalizando-se em 5 bilhões de euros através de quatro emissões de bônus, cuja demanda por subscrições superaram expressivamente a oferta de títulos. Perspectivas para 2010 O programa de investimento que fez parte do plano industrial 2007-2010, apresentado à comunidade financeira em novembro 2006, sofreu uma severa contração em 2009, em resposta à incerteza quanto à curva da demanda para os nossos diversos setores de negócio e ao aperto do mercado de crédito. A expectativa para 2010 é que esta contração se atenuará em 2010, com a retomada de nível normalizado de compromisso de capital em todos os setores, com aumento dos desembolsos entre 30% e 35% em relação a 2009. Os objetivos para 2010, portanto, estão assim definidos:
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