Padarias movimentam R$ 5 bi por ano em São Paulo Estado produz 15 mi de pães franceses por dia; há cerca de 63,2 mil panificadoras no país
Começou nesta terça-feira (20) e vai até sexta-feira (23) a Fipan 2010 (Feira Internacional de Panificação, Confeitaria e Varejo Independente de Alimentos). O evento é um tradicional encontro para a realização de negócios do setor, que movimenta cerca de R$ 5 bilhões e gera 260 mil empregos diretos só no Estado de São Paulo. O presidente do Sindipan (sindicato das padarias de São Paulo), Antero José Pereira, explica que o mercado de panificadoras está em constante modificação porque os consumidores sempre têm novas exigências. Mesmo assim, o setor tem números expressivos. - Nosso setor tem crescido em 6% ao ano e representa, hoje, 2% do PIB nacional [Produto Interno Bruto, a soma de riquezas do país]. Somente no Estado de São Paulo, temos 12.764 padarias que geram 260 mil empregos diretos, com cerca de 26 mil empresários. O brasileiro consome por ano cerca de 45 kg de pães, apenas 75% do recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que indica o consumo de 60 kg por habitante. Pãozinho francês a kg beneficia tanto consumidor como padarias, diz sindicato Preço do produto na cidade de São Paulo varia de R$ 4,50 a R$ 9 dependendo da região Em outubro de 2006, o pão francês deixou de ser vendido por unidade e passou a ser comercializado por kg em todas as padarias brasileiras. Nesta terça-feira (20), quatro anos depois da mudança do sistema de venda do principal alimento das manhãs do brasileiro, o presidente do Sindipan-SP (sindicato dos donos de padarias de São Paulo), Antero José Pereira, faz um balanço positivo da medida. - [A mudança] foi positiva para as padarias e para os consumidores. Antes, se produzia um pãozinho de 55 g e se vendia pelo preço do pão de 50 g. Tinha padaria que fazia pão de 45 g e vendia por 50 g. Ou seja, umas lesavam o consumidor enquanto que outras davam o produto de graça. Agora, o consumidor paga exatamente o que leva para casa. Acabaram as dúvidas. Para o presidente do sindicato, o consumidor foi ainda mais beneficiado porque o pão fica mais leve enquanto “espera pelos clientes” nas prateleiras das padarias. - O pão francês, quando sai do forno, sai com X gramas. Ao longo de sua vida de duração, ele vai perdendo unidade e, por isso, perde peso. Preço do pão Segundo o Sindipan, existem disparidades nos preços do produto porque a fabricação depende da qualidade da matéria-prima usada e da localização da padaria. Em São Paulo, há um mínimo de R$ 4,50 e um máximo de R$ 9 pelo kg do pão, diz o presidente da entidade. - É como se você fosse comprar uma camisa: o preço varia de acordo com a qualidade, a marca e o fabricante. Uma padaria nos Jardins [em São Paulo] tem um custo muito maior que uma de periferia. Inovação Uma máquina de cerca de 15 m de comprimento, que fabrica até 18 mil pães franceses por hora, é uma das principais novidades apresentadas na Fipan 2010 (principal feira do setor da América do Sul). O equipamento pode produzir até quatro tipos de pães ao mesmo tempo, segundo a Argental, empresa argentina que constrói a geringonça. A empresa não informa o valor do equipamento “porque cada aparelho é feito sob medida para cada padaria”, diz o gerente de comércio exterior da corporação, Roberto Rapaport. - Já vendemos essa máquina para quase 40 países. No Brasil, apenas duas empresas já possuem essa máquina. Uma fica em São Paulo e a outra está em Maringá, no Paraná.
|
|