Primeiro dia do SIMEA 2010 debate Harmonização Global

 




O primeiro dia da 18a edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA 2010 – foi marcado por assuntos polêmicos e de grande interesse mundial. Organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), o evento foi realizado no Hotel Transamérica, em São Paulo (SP) e, nesta edição, contou com o tema “Desafios e Benefícios da Harmonização Global das Regulamentações Aplicadas na Tecnologia da Mobilidade”.

A cerimônia de abertura contou com a participação de José Edison Parro, presidente da AEA que tratou de reforçar sobre a importância pela adoção do diesel S10 (concentração de 10 partículas por milhão de enxofre) no Brasil, padrão já adotado na Europa.

Outros nomes importantes da indústria automotiva mundial também marcaram presença na palestra de abertura: Allan Kardec Duailibe, diretor  da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP); Sérgio Pin, conselheiro do Sindicato Nacional Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças); João Guilherme Ometto, segundo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP); Cledorvino Belini, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA); Ian Dickie, chefe executivo da Federação Internacional da Sociedade de Engenharia Automotiva (FISITA), do Reino Unido e Rychiro Kamioka, presidente da Comissão Organizadora do SIMEA 2010 e coordenador executivo sênior da Toyota.

João Guilherme Ometto, da FIESP, reforçou que o Brasil é o quatro maior mercado automotivo do mundo e que existe a necessidade de capacitação dos profissionais que estão sendo inseridos no mercado de trabalho.
Allan Kardec, da ANP, lembrou que por aqui 90% da frota de carros vendidos são flexíveis e 50% da frota de carros leves também é bicombustível.  “É preciso estimular o etanol e o gás natural, extraído do pré-sal no Pais, pois trazem vantagens ambientais e econômica”, diz Kardec.

Sérgio Pin, do Sindipeças, enfatizou sobre a importância do SIMEA 2010 em um momento em que indústria bate recorde atrás de recorde. “O crescimento foi de 1,5 milhão para 3,4 milhões de veículos projetados em 2010. Avançamos na produção, as perspectiva são promissoras e mercado continuará crescendo”, disse Cledorvino Belini, da ANFAVEA.

O Painel I, realizado no primeiro dia de evento, debateu o tema Meio Ambiente. Na oportunidade, Andreas Wiartalla, gerente de Sistema de Pós-Tratamento Diesel, da FEV Motorentechnik GmbH, falou sobre “O Regulamento Atual e Futuro das Emissões Veiculares dos Estados Unidos”. O objetivo é aplicar critérios de aceitação para assegurar que os veículos a diesel ou de motores com tecnologia SCR sempre atendam as normas de emissões em uso”, diz Wiartalla.

Debatendo sobre “O Regulamento Atual e Futuro das Emissões Veiculares na Europa”, Kurt Engeljehringer, gerente de Aplicação Sistema de Testes de Emissões, da AVL, concluiu após discurso que as normas de emissões e inovações de engenharia provaram que funcionam bem para reduzir a poluição tóxica e que o Brasil é um em um bom caminho para diminuir a poluição. “Amazonas como o pulmão do Brasil e do mundo precisa de proteção”, finalizou Engeljehringer.

“O Regulamento Atual e Futuro das Emissões no Brasil” foi o último tema do Painel I – Meio Ambiente. A palestra de Márcio Beraldo Veloso foi objetiva. Atualmente nosso País segue as regulamentações já existentes na Europa e nos Estados Unidos e o futuro continua seguindo a mesma tendência desde o início do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE, destinado a veículos leves e pesados que teve início em 1986. “O Brasil foi um dos primeiros países a abolir o chumbo da gasolina por causa do etanol. Hoje, o foco principal tem sido o NOx e o material particulado dos veículos pesados”, completa Veloso.
Uma mesa redonda para falar de Harmonização Técnica Regional e Global com os convidados Marcus Vinicius Aguiar, gerente de Homologação e Regulamento do Produto Fiat, Daniel Omar Horácio Afione, da Associação das Fábricas Automotivas, da Argentina, Takaki Kasai, da Associação Japan Automobile Manufactures.

Aguiar mostrou como funciona o processo de homologação de um veículo no Brasil. Afione, da ANFAVEA Argentina, contou como o mesmo processo ocorre em seu pais. No final das apresentações, um debate, mediado pelo jornalista Boris Feldman, editor do Estado de Minas, iniciou-se. Boris tratou de lembrar da tamanha dificuldade que teremos ao tentar harmonizar todos os órgãos e entidades que trabalham em conjunto para homologação de um veículo.

O Painel “Panorama da Indústria Brasileira: Harmonização, Competitividade e Mercados Globais” finalizou os debates do primeiro dia do SIMEA. Shozo Hasebe, presidente da Toyota, Virgilio Cerutti, presidente da Magneti Marelli e Jackson Schneider, vice-presidente Recursos Humanos, Relações Jurídicas e Institucionais da Mercedes-Benz discutiram sobre o assunto. O debate foi mediado pela jornalista Marli Olmos, repórter especial do jornal Valor Econômico.

 


 

 
todos os direitos reservados © ASIB.com.br
.: by NEON