Transporte público e combustível do futuro marcam último dia do SIMEA 2010
A palestra de abertura “Harmonização no Transporte para Grandes Massas” foi ministrada por Ricardo Kenzo, consultor e membro permanente da Comissão de ITS, da Associação Nacional dos Transportes Públicos – ANTP. O Painel II – Transporte Urbano - do SIMEA 2010 contou com a presença de Alexandre Parker, vice-presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente, Anfavea. Com o tema “Desafios do Transporte Urbano nas grandes Metrópoles”, Parker defendeu o uso do BTS (Bus Rapid Transit) como uma solução rápida para o transporte urbano no Pais. O BTS, já implantado em alguns países como Istambul e Paris e na cidade de Curitiba (PR), é um ônibus de alta capacidade que realiza paradas dedicadas fechadas e funciona por meio de um sistema pré-pago. Na sequência, Rosangela Battistella, diretora de Trânsito, Urbanização de Curitiba S.A (URBS), discorreu sobre “Segurança Viária” e aproveitou para mostrar as ações realizadas em Curitiba (PR) para melhorias no trânsito nos últimos dois anos. Entre os projetos, destaque para a implantação dos binários nos bairros, proibição dos estacionamentos em horários definidos ou permanentes, proibição de conversões à esquerda em vias de duplo sentido, além de campanhas educativas, com palestras para motoristas de trânsito coletivo. O resultado de todo o trabalho realizado desde 1999 foi a queda de 40% nos acidentes de trânsito na cidade paranaense. “Estratégia de Proatividade e Parceria” foi a apresentação de José Cardita, Regional Manager da Global Road Safety Partnership (GRSP). “Trata-se de um processo dinâmico de melhoria contínua visando atingir uma cultura avançada de segurança viária”, afirmou Cardita. O jornalista Fernando Calmon foi o mediador do Painel II – Transporte Urbano. Durante o Talk-Show da IBM, Pedro Britto, gerente de vendas da empresa, apresentou soluções que suportam o desenvolvimento dos sistemas de um automóvel. “Hoje a grande dificuldade da indústria é fazer com que todos os softwares de um veículo se comuniquem e o sistema Rational foi desenvolvido especialmente para solucionar esse tipo de problema”, afirma Britto. Ainda de acordo com ele, o sistema ajuda implantar e garantir que os processos da concepção até a finalização sejam seguidos. A coordenadora de Bicombustíveis, da ANP, Cristiane de Andrade Monteiro, foi a convidada especial para comentar sobre a “Harmonização dos Combustíveis”. Segundo ela, o objetivo da ANP é minimizar as barreiras técnicas, já que existe muita desconfiança em relação aos novos combustíveis por parte dos consumidores. “Objetivo é fortalecer os bicombustíveis, como o etanol, para trazer mais confiança ao mercado”. A mesa redonda do segundo dia do SIMEA 2010 abordou sobre o “Atendimento L6 e P7 do Proconve” e contou com a participação de Marcelo Balssiano, da Petrobrás, Alisio Vaz, vice-presidente executivo da Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis Lubrificantes (Sindicom), Ricardo Hashimoto, diretor da Fecombustíveis, Henry Joseph Jr., presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente, da Anfavea, e Gilberto Leal, diretor da AEA. O mediador desta pauta foi o jornalista do Portal IG, Guilherme Manechini. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, prestigiou o SIMEA 2010. Em seu discurso, tratou sobre a importância do combustível alternativo, da segurança, da harmonização regional e das tecnologias ligadas a mobilidade. Miguel Jorge disse que, se o País quiser chegar à produção de 6 milhões de unidades em 2025, o Brasil terá de ampliar e aprimorar a capacidade técnica dos engenheiros automotivos. “É preciso uma política agressiva para qualificar mão de obra e até reduzir o tempo de qualificação, além de aumentar e promover um programa de integração muito maior entre a academia e a indústria. Para chegar a 6 milhões de unidades, teremos de formar pelo menos mais 6 mil novos engenheiros automotivos”, afirmou o ministro. O SIMEA 2010 teve encerramento com a palestra “Cenários e Tendências – Veículos Híbridos e Elétricos no Brasil”, ministrada por Dyogo Henrique de Oliveira, secretário-adjunto, da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
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