“Cidades Abertas” procura a integração
de
refugiados e migrantes na
América Latina
Unir esforços e articular ações para a integração dos cidadãos em movimento - migrantes e refugiados - e para a luta contra a discriminação e a xenofobia, assim como para o combate aos crimes de tráfico de seres humanos e contrabando de migrantes. Esse foi o objetivo do Encontro de Cidades Abertas que nos passados dias 11 e 12 de Outubro se reuniu em Quito, Equador, e que juntou representantes de governos locais de mais de 10 países. No contexto do IV Fórum Social Mundial das Migrações, o Encontro de Cidades Abertas reuniu municípios em Quito para debater os desafios que a integração e inclusão de migrantes e refugiados enfrentam nas zonas urbanas.
Como explicou o sociólogo britânico das migrações Stephen Castles na sua conferência inaugural, “perseguição e pobreza” são causas que empurram, para as cidades de todo o mundo, cidadãos em busca de um novo espaço de desenvolvimento. “São as cidades que têm que gerir os problemas e encontrar uma forma de integrar os migrantes ou refugiados, independentemente da razão de chegada. O problema da atualidade é que freqüentemente a migração ocorre em condições de ilegalidade, de exploração e de falta de dignidade para com os migrantes. Devemos sempre procurar formas de assegurar que a migração é legal e que protege os direitos dos refugiados, migrantes e pessoas em busca de asilo”.
Andrea Durango e Sonia Aguilar, do ACNUR no Equador, entrevistaram representantes dos municípios de Quito e Lago Agrio (Equador), Desamparados (Costa Rica), Montevidéu (Uruguai) - reconhecidas como“Cidades Solidárias” pelos seus esforços para com pessoas em condições de mobilidade humana - e da Secretaria Nacional do Migrante do Equador, que contam a sua visão sobre esta situação.
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