No Equador, uma história de peregrinação em busca da paz

 


 



Juan*, de 52 anos, vive há mais de dois anos em Ibarra, no Equador. Graças à proteção dada pelo governo do Equador, pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros, Juan recebeu ajuda para sua alimentação, aluguel, habitação e o mais importânte, apoio psicológico que lhe permitiu lidar com os fantasmas que o perseguiam e ter suas
noites de sono de volta.

Juan é proveniente da cidade costeira de Antioquia, na Colômbia, onde foi obrigado a cooperar com grupos armados ilegais. Por razões de segurança, ele decidiu separar-se de seus familiares, que tomaram outro caminho e não voltou a vê-los desde então. Depois de ser ameaçado, e cansado de se sentir constantemente perseguido, Juan decidiu denunciar às autoridades locais a formação deste grupo paramilitar. “Explodi de raiva, e quando fiz a denúncia, me dei conta que havia assinado minha sentença de morte”, diz Juan, revivendo aquele sentimento de angústia.

Finalmente Juan decidiu viajar ao Equador, onde, pela primeira vez em muitos anos, não é perseguido. Com um pequeno fundo dado pelo ACNUR, Juan segue fabricando artesanatos que vende no mercado local. Ele atualmente freqüenta um curso de formação profissional para elaborar um plano de negócios e receber um capital para expandir seu negócio de artesanato.

Apesar da vida no Equador não ser fácil, Juan disse que a população equatoriana é boa e que, apesar de ter sido difícil ganhar a confiança das pessoas, se sente bem recebido. “Ja não faço planos para o futuro, vivo o dia a dia. Mesmo separado de minha família, estou vivo. A minha história é apenas mais das centenas de milhares de histórias que vivem meus compatriotas”, diz Juan, com sua vista perdida no horizonte.

*Nome alterado por motivos de segurança.


 

 
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