Refugiados iraquianos retornados estão arrependidos
Uma pesquisa feita pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) com iraquianos que retornaram para Bagdá vindos de países vizinhos mostra que a maioria destes demonstra arrependimento pela decisão de retornar ao Iraque.
Insegurança física, dificuldades econômicas e falta de serviços públicos básicos são apontados como alguns dos motivos para este arrependimento.
Nesta terça-feira, durante apresentação da pesquisa a jornalistas, a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming, disse em Genebra que 34% dos retornados não tinham certeza se ficariam permanentemente no Iraque e que já consideravam a opção de procurar refúgio em países vizinhos novamente, caso as condições no seu país não melhorem.
A pesquisa conduzida pelo ACNUR foi realizada entre abril e setembro deste ano com 2.353 iraquianos (um total de 537 famílias) que retornaram aos distritos de Resafa e Karkh, em Bagdá, entre 2007 e 2008. Futuras pesquisas irão cobrir as condições de retornados em outras partes do Iraque tais como Kirkuk, Mosul, Anbar e Diyala.
“No decorrer dessas entrevistas, a equipe do ACNUR era informada pelos repatriados de numerosas ocorrências de explosões, prisões, operações militares e sequestros que ocorriam em suas áreas de repatriamento,” disse Fleming.
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