ABEIVA encaminha propostas de flexibilização ao setor de importados
A Abeiva Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores encaminhou, esta tarde, aos Ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e da Ciência e Tecnologia, as propostas do setor de importação oficial ao novo programa do setor automotivo brasileiro, a ser anunciado no próximo dia 15 de dezembro.
A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores - Abeiva, considerando: - a grande importância que medidas envolvendo o setor automotivo têm para o desenvolvimento do Brasil, sobretudo em razão do poder de irradiação sobre toda a economia que indústrias desse setor possuem; - que, no entanto, inclusive levando-se em consideração experiências de outros países, os objetivos de estimular a competitividade, a agregação de conteúdo nacional, o investimento, a inovação tecnológica e a produção local, perseguidos pela atual legislação (MP 540 e Decreto 7.567/11), somente poderão ser atingidos de forma satisfatória com o estabelecimento de um plano gradual de desenvolvimento (1) , e não pela proteção temporária(2) ; - que, da forma como a legislação está estruturada, trata-se de decisão nitidamente protecionista, que poderá ter implicações para o país no plano multilateral, sobretudo por conta da clara violação às normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), entre as quais se destacam o artigo III do GATT - que é, absolutamente, necessário preservar o direito dos consumidores brasileiros à aquisição de veículos automotores cada vez mais seguros e tecnologicamente atualizados, a preços competitivos, o que somente é possível se estimulada a competição entre os produtos importados e os aqui localmente produzidos, assim como garantir aos consumidores que já adquiriram veículos importados que continuarão gozando das garantias de fábrica, assim como assistência técnica, que poderiam estar em risco se inviabilizada a permanência no País das redes de distribuição de todas as marcas de veículos atualmente existentes no Brasil; e - que a Abeiva e seus associados têm sincera e manifesta intenção de contribuir para que se atinjam os objetivos mencionados anteriormente; propõe que seja definido um sistema de transição no que diz respeito à importação dos produtos automotivos, como etapa para uma Política Automotiva mais profunda e abrangente, baseada nas seguintes ações: a) estabelecimento de uma quantidade de importações autorizada, por grupo automotivo global e/ou por marca, baseada no seu histórico de importações do período compreendido entre 1/2 de setembro de 2010 e 1/2 de setembro de 2011 (conforme anexos 1 e 2), de tal sorte que, até a referida quantidade, as empresas importadoras permaneçam sujeitas às alíquotas de IPI atualmente vigentes, mesmo durante o período compreendido entre 16 de dezembro de 2011 e 31 de dezembro de 2012. Essa ação visa: (i) por um lado, a proporcionar o necessário tempo de adequação para as empresas interessadas em desenvolver sua produção no Brasil (e para que se implemente o Processo Produtivo Básico referido em seguida); e (ii) por outro lado, a garantir que não haverá surto de importações a partir de então, sob eventual receio, por partes das empresas importadores, das políticas governamentais subseqüentes para o setor. b) fixação de um Processo Produtivo Básico (PPB) para o setor automotivo, com vistas, entre outros, a que se definam as necessárias etapas de agregação de conteúdo local/regional aos veículos produzidos no Brasil. c) uma vez fixado o PPB, a quantidade de veículos autorizada, para fins de importação com alíquota reduzida de IPI, deverá ser proporcional à agregação de conteúdo local/regional. d) modificação da legislação (1) Veja-se, nesse aspecto, que o NAFTA estabeleceu um período de oito anos de transição até que as empresas pudessem atingir o nível de 62,5% de conteúdo local exigido. Há que se mencionar, também, o sucesso obtido pelo Automotive Production Development Program APDP, da África do Sul. Anexo 1 Importações brasileiras de veículos automotivos, por marca
Marca Volume (unidades)
Anexo 2 Importações brasileiras de veículos automotivos, por Grupo Automotivo Global
Grupo Automotivo Global Volume (unidades)
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